Eu e minha mulher fomos duas vezes ao restaurante espanhol Eñe. O alto preço só foi proporcional à decepção.
Nossa boa vontade na primeira vez fez com que a noite não se transformasse em um desastre. O pulpo a la gallega de entrada estava só razoável. O Venga faz melhor e não chega nem perto do que comemos em Madri. Meu cochinillo crujiente (porco de leite crocante) de crocante não tinha nada. Pele e gordura moles só não transformaram o prato em uma decepção total porque a carne estava saborosa e suculenta.
Na esperança de redimir a casa, há poucas semanas retornamos. Após uma parca entrada de chorizo e copa, pedi ao garçom que dessa vez o meu cochinillo viesse realmente crujiente. Pele crocante sobre a carne suculenta do porco é uma das maravilhas que se repetem na culinária do mundo. Exemplo disso é o leitão à pururuca, como o que comi no casamento de um amigo em Santa Catarina. Fantástico. Mas, no Eñe, a pele veio pouco crocante e a carne ressecada. Eles não sabem mesmo fazer o prato! O arroz negro com lagostim e lula que minha mulher pediu tinha um gosto fortíssimo de temperos em excesso e mal combinados. Incomível. Escolhemos um vinho de Rioja caro, uma de nossas preferências. Para nossa tristeza, nos chegou um vinho muito maltratado, com um gosto que ficava entre baunilha e Malibu. Para completar, um vizinho de mesa deixou o prato inteiro e outro casal reclamou duramente.
O garçom foi gentil e nos serviu de cortesia um vinho de sobremesa, que acompanhou o ótimo pout-pourri de sobremesas, único pedido que se salvou na noite.
Nenhum comentário:
Postar um comentário